Educação para a Cultura e para a Criatividade
Tomé O Viajante

Nasceu – 1 de Setembro de 1989

Vive – Rua das Flores

Melhor amigo – Gonçalo, Luzia e Joana

Comida favorita – Vegetais e chocolate

Passatempos – Ler, escrever, fotografar, representar, passear

O que menos gosta de fazer – Correr

Cor favorita - Azul

Facebook - https://pt-pt.facebook.com/tome.oviajante

Sou o Tomé, um elefante muito divertido e curioso. Os meus passatempos favoritos são ler, ver filmes, passear e estar com os amigos.
Se o elefante fosse o rei da selva, o meu cognome bem podia ser "O de Boa Memória" ou "O Viajante". Tenho uma ótima memória... criativa! É de família. Já ouviram a expressão "memória de elefante"? Pois é, nós os elefantes, acostumados a percorrer grandes áreas, desenvolvemos uma memória que nos permite recordar onde podemos encontrar água e comida, mesmo depois de andar centenas de quilómetros.

Por quê viajante? Para isso temos de retroceder uns séculos, até à época dos meus mais remotos antepassados. Entremos na máquina do tempo e viajemos pela História de Portugal e pela minha árvore genealógica. No século XVI o rei D. João III ofereceu ao seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, um elefante que se encontrava em Belém há dois anos, vindo da Índia. Sabem quem era? O avô do avô do avô do meu avô! Imaginam as aventuras que viveu? As pessoas e os animais que conheceu? As terras por que passou? Os climas, os idiomas, as culturas, os cheiros, os rios, as cores? Esta viagem, longa e plena de aventuras e descobertas, foi contada por José Saramago, o Nobel da Literatura Português, no livro "A Viagem do Elefante"!

Na Índia trabalhei como ator em filmes de Bollywood, mas tinha uma vida muito cansativa. Imaginam o que é ser famoso num país com mais de 1 bilião de pessoas? A quantidade de autógrafos que tinha de dar? As entrevistas, as sessões fotográficas? Um dia tomei uma decisão: fazer uma viagem à Europa (que me ajudaria também a esquecer a tristeza de não ter conseguido o papel principal do filme “Quem quer ser milionário?”); queria percorrer as terras que o avô do avô do avô do meu avô havia percorrido tantos anos antes. Apanhei um avião em Nova Deli com destino a Lisboa e em Lisboa apanhei um comboio para o Porto. Aqui descobri uma cidade cheia de História, visitei museus, conheci pessoas e outros animais e provei deliciosos sabores, pena não poder comer francesinha e outros pratos típicos do Porto, não se esqueçam de que os elefantes são herbívoros. Por falar nisso… Adoro passar os domingos solarengos no Parque da Cidade, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Jardim de São Lázaro ou no Jardim da Cordoaria, onde tenho sempre a boa companhia dos divertidos “Treze a Rir uns dos Outros”, da bela “Flora” e do inteligente “Ramalho Ortigão”, mas tenho de me controlar para não provar as folhas das árvores que lá estão. Têm tão bom aspeto! Mas não podemos estragar os jardins e a paisagem natural, nunca se esqueçam disso.

Quando cheguei ao Porto era muito observado, acho que sou o único elefante, ainda por cima azul, a viver no Porto! Mas fui muito bem recebido, afinal de contas os portuenses são conhecidos pela sua hospitalidade. Para além disso, não é a primeira vez que um elefante passeia pelo Porto. Há muitos anos, um elefante fugiu de um circo do Coliseu do Porto e andou à solta pela cidade. Pois claro, os animais querem-se livres.

Já vos falei dos meus amigos? Ainda não? No Porto conheci aqueles que agora são os meus melhores amigos – a Luzia, que conheci numa esplanada perto da Fonte dos Leões, a Joana que conheci num concerto de sitar na Casa da Música e o Gonçalo que conheci na Biblioteca Municipal de Almeida Garrett.

Bem, gostei tanto da cidade que por aqui fiquei. Agora a minha casa é a Memória Criativa.