Educação para a Cultura e para a Criatividade
59º aniversário da morte de Aristides de Sousa Mendes
Hoje assinala-se o 59º aniversário da morte do cônsul Aristides de Sousa Mendes
03
ABR
2013



Aristides de Sousa Mendes nasceu a 19 de Julho de 1885 em Viseu.
Depois de se ter licenciado em Direito na Universidade de Coimbra, Aristides ingressou em 1910 na Carreira Diplomática, tendo exercido funções de Cônsul de Carreira na Guiana Britânica, em Zanzibar, no Brasil, nos Estados Unidos, em Espanha, no Luxemburgo, na Bélgica e, finalmente, em França (Bordéus).

Cônsul de Portugal em Bordéus no ano da invasão da França pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial, Sousa Mendes desafiou as ordens do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, António de Oliveira Salazar (cargo ocupado em acumulação com a chefia do Governo), e concedeu 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados que desejavam fugir de França em 1940, como é o caso da escritora Ilse Losa e do pintor Salvador Dalí.

Assim, Aristides de Sousa Mendes salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Apelidado de "Schindler português", estima-se que Sousa Mendes tenha salvo 10 mil judeus da perseguição nazi.

A 8 de Julho de 1940, de volta a Portugal, Aristides é punido pelo governo de Salazar, que o priva de exercer funções por um ano, diminuindo em metade o seu salário, antes de o enviar para a reforma. Aristides foi também impedido de exercer a profissão de advogado.

O cônsul e sua família, composta por 14 filhos, sobreviveram graças à solidariedade da comunidade judaica de Lisboa.

Aristides de Sousa Mendes morreu a 3 de Abril de 1954, no hospital dos franciscanos em Lisboa.

Fotografia: DN

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