Educação para a Cultura e para a Criatividade
Sessão
Jogo multimédia - Oficina de som (cont.)
16 Maio 2013
Entidade
Promotora
Associação Porto Digital
Orientação
Tiago Ralha
Nesta última sessão da oficina de som conseguimos gravar todos os sons que nos faltavam. Esta foi a sessão em que mais usámos os microfones: descobrimos que existem diferentes tipos de microfones adequados aos diversos sons que pretendemos gravar. Este conhecimento tornou muito mais fácil “mentir aos ouvidos”.

É verdade! Ficámos todos capazes de mentir aos nossos ouvidos, que já reconhecem os sons como códigos, e poucas são as pessoas que ficam a pensar neles se tiverem uma imagem que diga ao ouvido que aquele som “é verdade”. Acabámos todos por ser testemunhas de que, se estivermos a olhar para uma fonte e substituirmos o seu som por um chuveiro de casa, ninguém vai notar... Isto é maravilhoso para qualquer inspector de sons que de repente se torna capaz de contar qualquer história, em qualquer altura, sobre qualquer coisa.

Já tínhamos a lista dos sons necessários para o jogo das palavras, só ainda não sabíamos como é que as nossas ideias ficavam depois de gravadas, pois o microfone é útil, mas não é tão esperto como os nossos ouvidos, então grava tudo: o que deve e o que não deve! Saber uma das soluções foi fácil, o difícil foi mantê-lo durante tanto tempo: o sagrado silêncio; provavelmente a parte mais importante duma gravação, “ai” o silêncio...

Depois de alguma discussão sobre os sons, as nossas ideias foram ganhando forma com as mais diversas gravações. Começámos por gravar o som das ondas do rio Douro no momento em que se encontram com a margem. Curiosos por descobrir como conseguimos reproduzir o som dentro da sala de aula? Muito simples. Uma bacia, água, copos e um rigoroso trabalho de equipa foi tudo o que precisámos. Enchemos a bacia com água e, usando os copos, em sincronia, fomos enchendo e esvaziando o líquido na bacia (ver fotografia 21 na galeria de imagens). Fácil, não é?! Pensado para ser integrado no jogo, na área de chegada do Tomé ao rio, o som conseguido é de tal forma semelhante ao som real das ondas quando batem nas margens que se não vos revelassemos o nosso segredo nunca diriam que tinha sido criado na sala de aula.

Seguiram-se diversas explorações de instrumentos musicais que emitiam sons um pouco estranhos: ora pareciam coisas a esticar, ora parecia que estava a chover, ora parecia um carro a derrapar, ora parecia o sino a tocar. Aliando estas experiências à imagem, a par e passo, fomos percebendo o que funcionava melhor ou pior. Qual será o som de ganhar? E qual será o som de perder? Depois de gravar o talking drum, a kalimba, o gong, os crótales, o xilofone circular, o pau-de-chuva, o kazoo, entre outros, mais improvisados, acabámos a parte principal do nosso jogo. Sendo o jogo de palavras, gravámos o abecedário. Cada um de nós pronunciou uma ou duas letras. Dito e... gravado!

< LISTA DE ACTIVIDADES