Educação para a Cultura e para a Criatividade
Sessão
Viver o Museu Nacional de Soares dos Reis em família
17 Março 2013
Entidade
Promotora
Associação Porto Digital
Parceiro(s)
Museu Nacional de Soares dos Reis
Orientação
Paula Azeredo
Domingo de manhã no MNSR. Antes de mais cinco sentidos bem alerta para visitamos o museu, nos sentirmos em casa, e levarmos a memória de novas experiências. Como vivemos um património que é nosso? Um desafio, uma riqueza, uma experiência para vivermos em família e com os colegas.

Não viemos só ver; viemos viver, relacionarmo-nos com os outros e connosco próprios neste encontro com objetos das coleções cujo significado queremos descobrir e partilhar. Um encontro que pode ser revelador para o futuro! LEVAR-NOS A QUERER CONHECER MAIS, A DESAFIAR NOVOS PASSEIOS, NOVAS CONVERSAS, NOVOS INTERESSES, NOVAS IDEIAS!

Atualmente as coleções que integram o Museu Nacional de Soares dos Reis habitam, moram, neste edifício construído de raiz na passagem do século XVIII para o século XIX, o chamado “Palácio dos Carrancas”. Um edifício neoclássico, mandado construir para residência e fábrica da família Morais e Castro, anteriores moradores no “Sítio do Carranca” donde lhes ficou a alcunha. Passados cerca de 60 anos da sua construção, em 1860 os proprietários vendem a casa ao rei D. Pedro V. Já no século XX este paço real foi doado pelo rei D. Manuel à Misericórdia que depois o vendeu ao Estado português.

Andámos então a observar e analisar o edifício por fora e por dentro. Uma casa com um plano muito racional, de generosas proporções, digna, simétrica, onde não nos perdemos. Imaginámos como teria sido a sua vida, seu movimento…Descobrimos a farda de D. Pedro IV, as salas do andar nobre, imaginámos como seria uma festa à luz das velas refletidas naqueles enormes espelhos…

Através da história do edifício e da história do Museu, que só em 1940 se instala no palácio, começámos a descobrir objetos, esculturas, pinturas…um bocadinho do contexto social, histórico e artístico destes dois últimos séculos em que se construíram todas as pontes fixas sobre o rio Douro a unir Porto e Gaia. Só a ponte do Infante é concluída já no século XXI.

Que pontes terá atravessado António Soares dos Reis para vir às aulas na Academia de Belas-Artes em S. Lázaro? E o rei D. Carlos que pontes poderá ter atravessado ?

Quando começamos a reconstituir a vida dos lugares, dos objetos, a nossa própria vida ganha peso, sabor… significados que fazem a ponte com novas ideias e que podem ser conversados lá em casa à volta da mesa porque cada um, à sua maneira, vive esses momentos de forma única.

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