Educação para a Cultura e para a Criatividade
Sessão
Casa do Infante - Arqueólogos por um dia
07 Março 2013
Entidade
Promotora
Associação Porto Digital
Parceiro(s)
Casa do Infante
Orientação
António Silva
Graça Lacerda
Durante a construção das pontes do Porto-Gaia foram encontrados diversos vestígios arqueológicos. No passado, a cidade do Porto vivia muito em função do rio, que estava sempre coberto de barcos devido ao intenso tráfego comercial. No transporte de mercadorias foram muitas as peças e objetos que ficaram perdidos no fundo do rio. Mas, graças ao trabalho dos arqueólogos, algumas são às vezes encontradas e recuperadas. Os fragmentos de objetos encontrados nas escavações arqueológicas servem de memória de outros tempos: do rio Douro, da sociedade, do comércio e das técnicas.

Mas o que faz um arqueólogo? Será um detetive de objetos perdidos? Um caçador de tesouros? Qual o melhor sítio do Porto para descobrirmos o mundo da Arqueologia? A Casa do Infante, pois claro!

Este edifício foi construído no século XIV para funcionar como alfândega régia, o local onde eram cobrados os impostos das mercadorias que chegavam à cidade. Na década de 1990 foram realizadas profundas escavações arqueológicas, que permitiram conhecer melhor o edifício, a sua história e até as pessoas que por ele passaram. Por exemplo, sabiam que a pesquisa arqueológica permitiu a descoberta de vestígios da ocupação romana da zona da Ribeira?

Mas então o que é mesmo a Arqueologia? Vestígios... Pesquisa... Passado... Escavações... Achados... É isso! A Arqueologia estuda as sociedades antigas através da análise dos seus vestígios materiais. E para os encontrarmos temos de pesquisar muito.

O arqueólogo António Silva lançou-nos um desafio: sermos arqueólogos por umas horas e recuperarmos vestígios arqueológicos. Aceitámos de imediato! O trabalho de recuperação de vestígios arqueológicos tem várias fases. Participámos em todas. Venham conhecê-las!

Primeira fase: limpeza dos achados. Arregaçámos as mangas e começámos por limpá-las, mergulhando-as na água, escovando-as com uma escova de dentes... Depois de limpas foi necessário secá-las.

Segunda fase: a etiquetação dos fragmentos. Cada fragmento tem de estar devidamente identificado com os seguintes dados - local e data do achado e número de identificação. Para escrever sobre material cerâmico, como no caso dos nossos fragmentos, primeiro é necessário pincelar com verniz uma pequena área da superfície para tornar a tarefa mais fácil e garantir que os dados ficam bem visíveis e não desaparecerão com o tempo. Usando tinta da china e um aparo, registámos diretamente nos nossos achados a seguinte informação: CI/91/3452 (local do achado - Casa do Infante, data do achado - 1991, número do fragmento - 3452). Como se fosse o seu bilhete de identidade.

Terceira fase: reconstituir a peça. Como num puzzle, tivemos que descobrir os encaixes dos fragmentos e uni-los colando-os uns aos outros. A pouco e pouco, através de um trabalho rigoroso e de equipa, a peça foi adquirindo forma - descobrirmos um vaso! Mas que bem que ficou, agora vai ficar em exposição na escola.

A Casa do Infante é um edifício cheio de História e de histórias... Sabiam que aqui nasceu o Infante D. Henrique no dia 4 de Março de 1394? Querem conhecer a sua família? - Perguntou a Graça Lacerda. Pois claro que queremos, estamos sempre prontos para ouvir uma boa história. Precisávamos de um rei, de uma rainha e dos infantes e das infantas. Oferecemo-nos logo para sermos nós. El rei D. João I, a rainha Dona Filipa de Lencastre, os infantes D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, Dona Isabel, D. João e D. Fernando... Mas que bela família real. Sempre acompanhada dos seus escudeiros e das suas aias!

Não percam as imagens desta tarde em que fomos nobres arqueólogos!

< LISTA DE ACTIVIDADES