Educação para a Cultura e para a Criatividade
Sessão
A escola vai ao Museu Nacional da Imprensa
11 Abril 2012
Entidade
Promotora
Associação Porto Digital
Parceiro(s)
Museu Nacional da Imprensa
Orientação
Márcia Fernandes
Paulo Moreira
Vânia Meleiro


Água, tinta, terebentina e... gelatina!
Com elas, estranhos efeitos coloridos nasceram nos nossos trabalhos.

A nossa viagem pela História da Imprensa começou na sala Rodrigo Álvares. Esta designação é uma homenagem ao primeiro impressor português que, já em 1497, utilizou a técnica dos tipos móveis, desenvolvida por Gutenberg, na Alemanha, cerca de 50 anos antes! Aqui realizámos um percurso pelos equipamentos e instrumentos expostos em permanência no Museu e que se encontram, muitos deles, prontos a serem utilizados e manuseados - constituem verdadeiras "memórias vivas da Imprensa"!

A curiosidade era muita e o tempo curto para tantas perguntas! "Que casinhas são aquelas?", "Para que servem?", "Como é que eles (os compositores) sabiam onde estava cada caractere? Estavam ordenados?" Os armários de composição (as tais "casinhas") despertaram a nossa atenção, com as suas dezenas de gavetas perfeitamente ordenadas por tipos e tamanhos de letra. Aliás, muitos dos tipos de letra que ainda hoje utilizamos - Baskerville, Garamond, Elzevir - devem a sua designação ao apelido do seu inventor! "Tipo de letra... Meleiro! Hum, nada mau!"

As gavetas, por sua vez, dividem-se em duas grandes áreas: na parte superior, encontram-se as letras maiúsculas, também chamadas "letras de caixa alta", e na parte inferior encontram-se as letras minúsculas, ou "letras de caixa baixa". No centro da caixa baixa temos as letras mais usadas, como é o caso das vogais, por exemplo, enquanto nos cantos temos as letras menos usadas. Façamos um exercício: actualmente, que letra podemos encontrar no canto inferior esquerdo do teclado? E porque será?

Neste museu podemos experimentar algumas das máquinas em exposição, pelo que o passo seguinte foi a impressão manual num prelo "Albion Press" de 1857.

A visita terminou com uma Oficina de Marmorização de Papel. Construímos moldes das iniciais dos nossos nomes e mergulhámo-las numa solução mágica... er... química! Os resultados: padrões de cores e de formas tão diferentes e tão interessantes!

O Museu Nacional da Imprensa tem ainda uma sala especial onde a magia acontece. Demos um pulo até lá e, por breves momentos, fomos gigantes, anões, cabeçudos.

No final das atividades saímos com a vontade de repetir a experiência!

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